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Padrasto é inocentado por morte de bebê Emanuelly em Santa Rita do Araguaia

Padrasto de bebê que morreu após ser agredida vai a júri popular O padrasto acusado pela morte da bebê Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano, foi inocentado ...

Padrasto é inocentado por morte de bebê Emanuelly em Santa Rita do Araguaia
Padrasto é inocentado por morte de bebê Emanuelly em Santa Rita do Araguaia (Foto: Reprodução)

Padrasto de bebê que morreu após ser agredida vai a júri popular O padrasto acusado pela morte da bebê Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano, foi inocentado pelo Tribunal do Júri, em Mineiros, no sudoeste de Goiás. A decisão foi tomada por unanimidade pelos jurados, que não reconheceram a autoria do crime de Gabriel Álvaro Felizardo Silva foi acusado. A sentença foi publicada na quarta-feira (29) e julgou improcedente a denúncia contra o acusado, determinando a absolvição . Como defesa e Ministério Público abriram mão de recorrer, a decisão já transitou em julgado e não pode mais ser modificada. Apesar do desfecho, Gabriel ficou preso cerca de três anos, até conseguir responder ao processo em liberdade. Segundo o advogado de defesa, Django Luz, a inocência do cliente já era apontada desde o início da investigação. “Nós tínhamos convicção desde o início da inocência do Gabriel e da injustiça que estava sendo cometida”, afirmou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Gabriel Felizardo e a bebê Emanuelly, de 1 ano, que morreu após agressões em Santa Rita do Araguaia, em 2019 Reprodução/TV Anhanguera Defesa diz que acusação contrariou investigação De acordo com o advogado, o próprio relatório final da Polícia Civil não indiciou Gabriel pelo homicídio. “O delegado que concluiu a investigação sequer indiciou o Gabriel pelo crime de homicídio. Já tinha ficado claro que ele não tinha participação”, disse. Mesmo assim, o Ministério Público apresentou denúncia contra o padrasto, sustentando que ele teria sido omisso. Para a defesa, a acusação não se sustentava em provas. “Foi uma linha bem punitivista. Resolveram colocar o Gabriel como participante sem prova nenhuma”, declarou. Ainda segundo o advogado, os impactos do processo foram profundos. “Ele não perdeu só a liberdade. Perdeu a dignidade, a convivência com a família, a faculdade que tinha iniciado. Até hoje sofre prejuízos porque as pessoas lembram da acusação e não do desfecho”, afirmou. Júri absolveu após mudança de entendimento Durante o julgamento, o próprio Ministério Público passou a defender a absolvição do acusado, após a análise das provas apresentadas em plenário. A decisão dos jurados foi unânime. “Mesmo se o Ministério Público insistisse na condenação, a defesa tinha plena certeza de que conseguiria a absolvição, porque não existia prova nenhuma”, afirmou. Na sentença, consta que os jurados não reconheceram a autoria atribuída a Gabriel, o que levou à absolvição . Relembre o caso A morte de Emanuelly aconteceu no dia 19 de abril de 2019, em Santa Rita do Araguaia, no sudoeste de Goiás. Na época, a criança foi levada ao hospital com ferimentos graves, e a versão inicial apresentada foi de que ela teria caído da cama. No entanto, exames indicaram que as lesões eram incompatíveis com uma queda. Durante as investigações, a mãe da criança, Jaqueline Garcia Vieira, confessou ter agredido a filha, relatando que bateu a cabeça da menina contra a parede em mais de uma ocasião, o que provocou traumatismo craniano. A bebê chegou a ser transferida para uma unidade de saúde em Rondonópolis (MT), mas não resistiu. Mãe confessou o crime Segundo a investigação, Jaqueline afirmou que não teve a intenção de matar a filha e atribuiu o episódio a um momento de descontrole. Ainda assim, foi responsabilizada pelas agressões que levaram à morte da criança. Gabriel, por sua vez, chegou a assumir o crime no início das investigações. De acordo com a defesa, ele fez isso por acreditar que a companheira estivesse grávida e tentou protegê-la. Após confessar o crime, Jaqueline foi presa. Segundo o advogado, ela apresentava transtornos mentais e teve laudos que apontavam esquizofrenia e semi-imputabilidade. A defesa chegou a pedir a transferência dela para uma unidade adequada de tratamento, mas o pedido foi negado. Jaqueline morreu na prisão em 2021. A causa oficial foi registrada como Covid-19. Jaqueline Garcia Vieira, mãe da bebê Emanuelly, confessou as agressões que levaram à morte da criança Reprodução/TV Anhanguera Defesa avalia pedir reparação Com a absolvição, a defesa avalia a possibilidade de buscar indenização por parte do Estado. Segundo o advogado, a decisão representa o reconhecimento de uma injustiça. “Quando você coloca um inocente atrás das grades, você está cometendo uma injustiça muito grave. Fazer justiça não é prender qualquer pessoa, é responsabilizar quem realmente cometeu o crime”, afirmou. Ele disse ainda que o cliente tenta reconstruir a vida após o processo. “Infelizmente foi tarde, mas agora traz um alívio maior para o Gabriel”, concluiu. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás